Textos

A Ciclicidade do Tempo Histórico sob o Prisma do Neoeurasianismo da Quarta Teoria Política

21.12.2015

“O tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel” - Platão

 

Desde que o homem passou a se dedicar integralmente à descoberta de novos avanços no campo das ciências profanas e a ideia de progresso foi completamente absorvida pela velocidade com que se dá forma aos aspectos de uma realidade cada vez mais saturada, a história parece transcorrer em uma cronologia linear, retilínea ou unidirecional, como se ela tivesse brotado magicamente de um ponto determinado do cosmos e estivesse caminhando em direção a algo que ninguém sabe dizer bem o que é. A única certeza que podemos extrair deste panorama tem a ver com a intensificação do grau de ansiedade, que vem atingindo patamares nunca antes verificados. Tudo à nossa volta (do sistema métrico à marcação das horas) parece tentar nos convencer de que somos mais evoluídos do que os nossos antepassados, não por obra de feitos ou proezas consideráveis, mas pelo simples fato de nos situarmos em uma escala cronológica menos primitiva. Todavia, existem razões suficientes para acreditarmos que estamos involuindo.

 

Um dos conceitos trabalhados pelo neoeurasianismo da Quarta Teoria Política do professor Alexandr Dugin é o da ciclicidade do tempo histórico, algo que já havia sido esboçado por vertentes esotéricas e filosóficas (vide o perenialismo de René Guénon e a ontologia de Martin Heidegger), mas não sob uma perspectiva metapolítica e geoestratégica. O mérito de Dugin foi justamente o de ter reunido os fragmentos mais importantes das sobreditas correntes em um sistema metodologicamente inovador, voltado para a desmistificação do logos liberal (em seara ideológica) e do programa hegemônico do globalismo unipolar (em âmbito geopolítico), ambos capitaneados pelos EUA.

 

Se, por um lado, Dugin procura conjurar os arquétipos adormecidos da Santa Rússia visando restituir ao Império Euroasiático seu papel na história das civilizações com lastro na geografia sagrada – o que se patenteia por uma leitura de Rússia: o mistério da Eurásia - , por outro, essa tarefa vem acompanhada de um certo esforço no sentido de alinhar tal concepção à instituição de Grandes Espaços – Geopolítica do Mundo Multipolar -. Entretanto, é na sua aclamada A Quarta Teoria Política que se encontram consignados estudos que versam sobre a ciclicidade do tempo histórico, nos limites dos quais procuraremos nos deter ao máximo, sem, contudo, olvidar lições valiosas de outras obras, que muito nos auxiliarão no desvelamento de alguns conceitos-chave.

 

Para desconstruir a tese do desenvolvimento linear propugnada pelo darwinismo social de Hebert Spencer, Alexandr Dugin se vale da crítica acerca dos processos monotônicos, realizada pelo antropólogo norte-americano Gregory Bateson. Nas palavras de Dugin, “o processo monotônico é a ideia de crescimento constante, acumulação constante, desenvolvimento, progresso estável e de elevação de um indicador particular.Na matemática, isso é associado com a noção do valor monotônico, i.e., o valor que sempre aumenta, daí as funções monotônicas (...) Estudando o processo monotônico em três níveis – ao nível da biologia (vida), ao nível da mecânica (motores a vapor, motores de combustão interna) e ao nível do fenômeno social, Bateson concluiu que quando esse processo ocorre na natureza, ele imediatamente destrói a espécie; se estivermos falando de um aparato artificial – ele quebra (explode, entra em colapso); se falamos de uma sociedade – a sociedade deteriora, degenera e desaparece. O processo monotônico (na biologia) é incompatível com a vida – é um fenômeno antibiológico”. (DUGIN, Alexandr. A Quarta Teoria Política, p. 65)

   

Ao contrário do que apregoam os axiomas modernos de ordem cientificista, a acumulação de crescimento linear, orientada pela lógica da irreversibilidade do tempo histórico, parece nutrir aversão a tudo que não carrega o selo da historiografia convencional, em prejuízo da comunicabilidade entre progresso e tradição. As próprias premissas de que parte o raciocínio historiográfico são portadoras do gérmen do reducionismo histórico, posto condicionadas a enxergar na antiguidade clássica a origem da civilização ocidental, o que, segundo Guénon, não constitui um erro propriamente dito, mas um enquadramento da noção de progresso amplamente difundida nas sociedades de matriz greco-latina, que não só tendem a ignorar a espiritualidade pré-histórica, como também a extirpá-la do pensamento ocidental. Nos dizeres de René Guénon:“Essas pesquisas de alcance exclusivamente prático, no sentido mais estreito da palavra, deviam ser efetuadas, mas só o podiam ser no extremo oposto da espiritualidade primordial, por homens mergulhados na matéria a ponto de nada mais poderem conceber para além dela, tornando-se tanto mais escravos dessa matéria quanto mais se servissem dela, o que os conduz a uma agitação sem regra e sem objetivo, à dispersão na multiplicidade pura, até a dissolução final”. (GUÉNON, René. Crise do Mundo Moderno, p. 20) 

 

Logo, os estudos empreendidos por Bateson e Guénon, apesar de essencialmente heterogêneos, convergem para a obtenção de um mesmo resultado: o de que o colapso iminente das civilizações modernas será precedido pelo acúmulo progressivo de complexidade dos sistemas sociais que formam sua estrutura topográfica, e por “complexidade” não queremos designar um estágio de superioridade sócio-cultural, mas, diversamente, a trilha que desemboca nos vales da morte e da destruição.  Portanto, a ciclicidade do tempo histórico surge, no âmbito da Quarta Teoria Política, como uma rota de fuga de uma realidade que fabrica os instrumentos da sua própria aniquilação.

 

Para Alexandr Dugin, “o tempo é um fenômeno social; sua estrutura não depende dos caracteres do objeto, mas da dominação de paradigmas sociais, porque o objeto é designado pela própria sociedade. Na sociedade moderna, o tempo é visto como irreversível, progressivo e unidirecional. Mas isso não é necessariamente verdade dentro de sociedades que não aceitam a Modernidade. Em algumas sociedades sem uma concepção estritamente moderna do tempo, concepções cíclicas e até mesmo regressivas do tempo existem. Por isso, a história política é considerada na topografia de várias concepções do tempo para a Quarta Teoria Política. Há tantas concepções de tempo, quanto há de sociedades”. (DUGIN, Alexandr. A Quarta Teoria Política, p. 74) 

    

Tal mundividência se encaixa perfeitamente no posicionamento sustentado por Dugin em Geopolítica do Mundo Multipolar sobre a urgência de adotarmos a cosmovisão geopolítica do pluriversum planetário como eixo de superação da epistemologia universalista, que, a seu turno, vem servindo para justificar os mais variados tipos de neocolonialismo perpetrados pelas talassocracias plutocráticas, encarnações redivivas das Forças do Mar na pós-modernidade. O próprio conflito entre Mar e Terra, atlantocracias e telurocracias, parece corroborar a perspectiva da ciclicidade do tempo histórico, haja vista que o encerramento de todos os ciclos cósmicos se dá pelo triunfo de um dos pólos sobre o outro. O triunfo do Mar na modernidade começa com o iluminismo e se estende até os dias atuais, com o agigantamento do imperialismo norte-americano e a intervenção da OTAN em questões locais (v.g. questão ucraniana). Nesse diapasão, Dugin aduz que “a Teoria do Multipolarismo é baseada na filosofia da pluralidade. Esta ideia foi magistralmente exposta pelo filósofo e geopolítico francês, Alain de Benoist, no manifesto “2000” do movimento GRECE, o qual ele lidera. Alain de Benoist solicita que o mundo seja considerado como um “pluriversum”, distintamente de “universum”. Em latim, “universum” significa “redução ao único”. O neologismo “pluriversum” enfatiza que o objetivo não é a redução ao único, não é simplificar o sistema, mas preservar a diversidade e a pluralidade”. (DUGIN, Alexandr. Geopolítica do Mundo Multipolar, p. 42)

 

Destarte, a Weltanschauung neoeurasiana conjuga a proposta da história cíclica, reversível e não-linear com a tese pluriversalista, sustentando que cada contexto etno-cultural encerra um universo dentro de si mesmo, algo que se projeta ao infinito, sem interferir nas demais estruturas sócio-políticas do pluriversum planetário (uma plataforma inerentemente multipolar), desafiando os postulados nucleares da teoria etnocêntrica, preconizadora de uma “unidade da existência humana”. Podemos constatar, no tocante a esse ponto, que cada povo detém um ritmo e uma concepção de desenvolvimento próprios, e que o tempo possui conotações diferentes em diferentes esferas sócio-demográficas. Seria, portanto, um impropério considerar sociedades primitivas – não-civilizadas de acordo com o padrão euro-ocidental atlantista -  como inferiores a hiperpotências transnacionais. Daí a conclusão de que as potências da Terra devem permanecer unidas para reivindicarem a soberania de seus respectivos espaços vitais no tabuleiro de uma geopolítica ontologicamente ressemantizada (Geopolítica-2, em terminologia duginiana).

 

Outro vetor axiológico sumamente importante para uma compreensão adequada da dimensão semântica da multipolaridade como principal diretiz operabilística do neoeurasianismo da Quarta Teoria Política é o conceito de “instância contínua” proposto pela fenomenologia husserliana (que incorpora a ideia de reverberação do passado no presente para a construção de um futuro promissor). Nas palavras sempre reveladoras de Alexandr Dugin:

 

“Husserl propôs estudar o tempo com o exemplo da música. A consciência de ouvir uma peça musical não é baseada na estrita identificação das notas soando em um momento concreto e discreto. Ouvir música é algo diferente de ouvir uma nota que soa agora, no presente. A consciência da música é acessada relembrando as notas passadas também, que estão se dissolvendo pouco a pouco no nada, mas sua ressonância, o eco, continua na consciência e dá à fase musical o senso estético. Husserl chama isso de “a instância contínua”. O passado está presente no presente. O presente assim torna-se contínuo e inclui o passado como presença evanescente. Essa é a chave metodológica para o entendimento da história. História é a consciência da presença do passado no presente. O evento de esvaecimento continua a soar na lembrança deles (...) Por isso, o futuro deveria ser colocado nesse contexto. Ele é o contínuo no presente. Não o momento do “novum”, mas o processo de esvaecimento do presente, que é agora. O futuro é a causa do presente, sua ressonância. Nós vivemos o futuro agora, já agora, quando nós tocamos as notas da melodia da vida”. (DUGIN, Alexandr. A Quarta Teoria Política, pgs. 78 e 79)   

 

Somente a partir do momento em que entendemos o tempo como um continuum (termo que denota ausência de segmentaridade, ininterrupção e um potencial latente de intercambialidade entre sistemas cronologicamente determinados) é que poderemos captar a essência do presente histórico como prolongamento ou desdobramento do passado, que, por sua vez, nos fornece um leque de possibilidades criativas que se projetam futuramente. A metáfora musical nos serve de bússola para a compreensão do fenômeno histórico como produto do arranjo de notas e melodias em uma grande orquestra sinfônica, de modo que a indeterminação do futuro é suprida pela ressonância do passado no presente, mais ou menos nos termos em que Platão descreve sua anamnese no Mênon. O tempo torna-se, então, reversível, porque transcende o objeto enquanto consciência pura ou supra-fenomenológica. Conforme célebre escólio de Dugin:

 

“Husserl está cavando muito mais fundo na fenomenologia do tempo. Ele descobre a nova instância da consciência subjacente quando a história musical do tempo é percebida. De acordo com Husserl, debaixo desse nível há outro, o último, que é responsável pela nossa percepção do que está agora com a força da evidência e o gosto da realidade muito mais intenso do que no caso da recordação do passado sempre agonizante. Essa instância é a própria consciência, a consciência enquanto tal que precede a intencionalidade e o tópico dualista de apreensão, sendo necessariamente dividido em duas partes – o percebido e o percebedor. No presente, a consciência percebe a si mesma e nada mais. Essa é a experiência máxima da última fonte da realidade. Segundo Husserl a base de tudo é a subjetividade transcendental; donde concebe a si mesma, é um tipo de “curto-circuito”. Essa é uma experiência autorreferencial. Nisso há a percepção do puro Ser como a presença da subjetividade da consciência”. (DUGIN, Alexandr. A Quarta Teoria Política, p. 79)

 

E conclui, mais adiante:

 

“O que é mais importante nessa interpretação da morfologia do tempo? A ideia de que o tempo precede o objeto e ele enraíza o tempo, nós devemos buscar profundamente no interior da consciência, não nas coisas exteriores construídas por procedimentos subjetivos de autoexperiência traumática. O mundo ao nosso redor se torna aquilo que é pela ação fundamental do presenciamento realizado pela mente. Se uma mente adormece a realidade carece do gosto da existência presente. Ela está completamente imersa no contínuo e ininterrupto sonho. O mundo é criado pelo tempo, e o tempo por sua vez é a manifestação da subjetividade auto-encontradora”. (DUGIN, Alexandr. A Quarta Teoria Política, p. 80)      

 

Este é precisamente o ponto em que todas essas elucubrações filosóficas acerca do tempo se encontram com o projeto neueurasiano da Quarta Teoria Política: se o tempo em instância extra-fenomenológica precede o objeto, é imperativo reconhecer a existência de uma pluralidade de subjetividades imanentes em cada tradição cultural. Portanto, toda e qualquer tentativa de “absolutizar” ou universalibilizar o fenômeno temporal, de impô-lo como programa único de uma única tradição cultural em detrimento das demais tradições sobeja um tanto desarrazoado. Não obstante, é exatamente isso que as potências hegemônicas representantes do leviatânico poder marítimo vêm fazendo: justapor sua concepção linear, unidirecional e irreversível de tempo histórico à cosmovisão de povos de acordo com os quais a temporalidade é completamente alheia à percepção ocidental.  A destruição da hegemonia globalista das Forças do Mar pelas potências da Terra implicará a abertura da mentalidade contemporânea relativamente ao caráter multifacetado do tempo histórico.

 

Todo o aqui analisado também ecoa na pauta do debate encetado por Alexandr Dugin e o pseudo-filósofo Olavo de Carvalho, onde o professor Dugin, com sua habitual elegância e desenvoltura, teve a oportunidade de explanar seu posicionamento concernente à influência global do imperialismo norte-americano. Tal debate encontra-se registrado nas páginas da obra Os Estados Unidos e a Nova Ordem Mundial: um debate entre Alexandre Dugin e Olavo de Carvalho, de onde se extrai prodigioso excerto do mestre eurasiano: “[Atualmente] considera-se a história como sendo um processo unívoco (monótono) de progresso tecnológico e social e o caminho da crescente libertação dos indivíduos e de todas as identidades coletivas. A tradição e o conservadorismo são considerados obstáculos à liberdade e deveriam ser rejeitados, e os EUA estão na vanguarda desse progresso histórico e têm o direito e a obrigação (missão!) de fazer a história seguir adiante, pois a existência histórica dos EUA coincide com o curso da história humana, de maneira que “americano” significa “universal”. Portanto, as outras culturas terão um futuro americano ou nenhum futuro”. (DUGIN, Aleksandr; CARVALHO, Olavo de, Os Estados Unidos e a Nova Ordem Mundial: em debate entre Alexandre Dugin e Olavo de Carvalho, p. 27)

 

Ademais, podemos nos reportar à análise de Julius Evola sobre os aspectos místicos da ciclicidade do tempo histórico nas sociedades tradicionais, com o escopo de abstrair suas particularidades. Em ensaio intitulado O Espaço-Tempo, Evola nega peremptoriamente a plausibilidade da cronologia linear de índole quantitativa, contrapondo-a às experiências temporais concretas das referidas sociedades, conforme fica evidente na seguinte passagem:

 

“A experiência tradicional do tempo era completamente diferente. Nela o tempo não é uma quantidade, mas sim uma qualidade; não é uma série, mas sim um ritmo. Não transcorre uniforme e indefinidamente, mas sim fractura-se em ciclos, em períodos, dos quais cada um dos momentos tem um significado, e por isso um valor específico em relação a todos os outros, uma individualidade bem viva e uma funcionalidade. Estes ciclos ou períodos – o <<grande ano>> caldeu e helénico, o saeculum etrusco-latino, o éon irânico, os <<sóis>> astecas, os kalpa hindus, e assim por diante – representam cada um deles um desenvolvimento completo, formando unidades fechadas e perfeitas, portanto idênticas umas às outras, e ao repetirem-se não se alteram nem multiplicam, mas sim sucedem-se – conforme a feliz expressão de alguém - <<como uma série de eternidade>>. Tratando de um conjunto não quantitativo mas sim orgânico, a duração cronológica do saeculum podia também ser flexível. Durações quantitativamente desiguais podiam ser consideradas como iguais, desde que cada uma delas contivesse e reproduzisse todos os momentos de um ciclo. Por isso, assistimos à repetição tradicional de números fixos – por exemplo o sete, o nove, o doze, o mil – que não exprimem quantidades, mas sim estruturas típicas de ritmo, permitindo ordenar durações materialmente diferentes, mas simbolicamente equivalentes” (EVOLA, Julius. Revolta Contra o Mundo Moderno, p. 200)  

 

Interessante observar como a percepção do fenômeno temporal enquanto ritmo nos permite identificar o esoterismo de Evola com a fenomenologia de Husserl. Não é à toa que Dugin utilizou como referenciais teoréticas inúmeras premissas desenvolvidas pelos cognominados tradicionalistas stricto sensu (Julius Evola e René Guénon) para a construção de sua Quarta Teoria Política. Na medida em que vamos nos aprofundando nos estudos sobre o fenômeno temporal, percebemos que parece haver qualquer coisa de substancialmente esotérica em sua constituição, um traço divino do qual a forma externa (exotérica) se nos apresenta como fator meramente contingente ou acidental. Com efeito, a partir de um certo ponto da nossa investigação, a própria filosofia torna-se obsoleta. Esse é o momento em que devemos abandonar o rigor epistemológico dos axiomas científicos e nos curvar diante da sabedoria esotérica, o que implica aceitar certos mistérios como fonte de verdades necessárisa, não obstante insatisfatórias sob a ótica empírica.    

 

De todo o acima exposto, conclui-se que a temporalidade, sob o prisma do neueurasianismo da Quarta Teoria Política, dedica-se inteiramente à superação dos prognósticos unidirecionais típicos de sociedades modernas, com espeque na proposição de uma geopolítica pretensamente multipolar em que o fenômeno cronológico possa ser fracionado em diferentes percepções da realidade e percebido através de múltiplas subjetividades transcendentes. Como o tempo assume roupagens heterogêneas em contextos sócio-políticos nem sempre coincidentes, urge abandonarmos a vetusta e mofada ideologia do progresso em prol do questionamento das estruturas de poder globalmente impostas. Não podemos nos deixar seduzir pelos slogans universalizantes das Forças do Mar, sob pena de colocarmos em risco nossa própria sobrevivência. A Quarta Teoria Política constitui um verdadeiro grito de guerra nas trincheiras de uma pós-modernidade que nos conduz, a passos largos, em direção ao colapso iminente, e é da matéria de seus postulados que deve ser feito nosso arsenal.       

 

 

REFERÊNCIAS:

 

 

DUGIN, Alexandr. A Quarta Teoria Política, Editora Austral: Curitiba, 2012.

 

DUGIN, Alexandr. Geopolítica do Mundo Multipolar, Editora Austral: Curitiba, 2012.

 

DUGIN, Alexandr; CARVALHO, Olavo de. Os Estados Unidos e a Nova Ordem Mundial: um debate entre Alexandre Dugin e Olavo de Carvalho, Vide Editorial: São Paulo, 2012.

 

GUÉNON, René. Crise do Mundo Moderno, Clube do Tarô: São Paulo, 2007.

 

EVOLA, Julius. Revolta Contra o Mundo Moderno, Publicações Dom Quixote: Lisboa, 1989.

 

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