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Esporte e Política

Eventos desportivos internacionais tem uma natureza política clara: as equipes adentram os estádios sob seus hinos nacionais, representam seus países e, em caso de vitória, a posição de seus Estados no ranking internacional sobe. Em outras palavras, o esporte é um instrumento de “soft power”, para usar o termo cunhado por Joseph Nye. Além disso, o país que sedia o evento melhora sua imagem diante do público, como foi o caso com os Jogos Olímpicos em Sochi, na Rússia (2015).

 

Assim, os atletas, exatamente como os políticos, estão vigiados de perto por seus ”parceiros” e detratores. Não foi por mera coincidência que os escândalos de doping se iniciaram ao redor dos atletas russos. Ora, atletas profissionais de outros países também usam esteroides. Acontece que as sanções impostas pelo Ocidente à Rússia não surtiram os efeitos por ele desejados e Moscou não cedeu às pressões política e econômica.

 

Devemos lembrar que o primeiro artigo sobre o doping foi publicado no New York Times em Maio. É fácil identificar quem os iniciou, pois este órgão de comunicação tem o estatuto de uma tribuna para materiais personalizados.

 

No entanto, se por um lado a Rússia tem pleno direito de manter posições soberanas em vários outros assuntos, por outro também é necessário encontrar um consenso através de um habilidoso exercício diplomático nas organizações internacionais. Nem sempre isto se mostra efetivo (e não apenas na Rússia; por exemplo, em anos recentes as Nações Unidas apoiaram sodomitas em detrimento dos valores familiares tradicionais); mas, frequentemente a palavra final fica por conta de pessoas individuais.

 

O escândalo do doping teve um ponto final posto pelo chefe do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, em exercício desde 2013. O time olímpico russo não será banido da competição no Rio de Janeiro. Uma federação especializada tomará decisões sobre atletas individuais. O próprio Bach resolveu-se por essa abordagem como uma forma de distinguir entre os atletas “limpos” e os que fazem uso de doping, dando aos primeiros uma oportunidade de provar seus casos.

 

Embora tecnicamente o número de atletas russos de fato venha a diminuir, se mantém o espaço para uma mensagem política: o hino, a bandeira e a possibilidade de vencer em diferentes esportes.

 

Talvez alguns vejam nas atitudes de Bach uma posição pró-Rússia, uma vez que ele está contra a ordem política Norte-Americana nesta ocasião. Mas, na verdade, ele está tentando proteger as tradições e os mecanismos dos grandes esportes.

 

Como na política, no esporte há uma variedade de escândalos que tem tido sempre lugar na história dos Jogos Olímpicos e de outros eventos de grande porte. Entretanto, no caso da violação por atletas, as coisas deveriam ser tratadas com imparcialidade e objetividade. De outra forma, se atingirem seu propósito (e toda a lei ocidental se baseia sobre a ideia do precedente), alguns lobbies começarão a repetir a prática de desacreditar atletas de outros países, perseguindo interesses muito distantes dos desportivos.

 

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