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“Todas as guerras representam uma falha diplomática”
Tony Benn

         Não há vácuo de poder. Na geopolítica, não há inércia. Mas, no Brasil, desafiamos a lógica e o funcionamento convencional das coisas: a atual administração está inserindo o país num papel cada vez mais passivo e criando um imenso vazio conceitual, uma destruição sistemática das estruturas previamente construídas.

         A tensão entre Brasil e Venezuela levanta o questionamento constante sobre a possibili...

          No Brasil, assim como praticamente todas as coisas, a política é o campo do inexplicável, do ilógico. As coisas não funcionam como deveriam funcionar, ou como esperamos que elas funcionassem. Os processos não são exatamente formais, lógicos e sequenciais, mas, geralmente, inesperados, imprevisíveis, heterodoxos. Somos o país do mas, do porém, dos “imprevistos” não tão imprevisíveis assim – e, claro dos “acidentes” programados.

         Desde o processo eleitoral em 2...

         

          O italiano Niccolò di Bernardo dei Machiavelli, mais conhecido como Maquiavel, foi um importante pensador político da Florença do século XV. Sua obra mais importante, intitulada “O Príncipe”. Maquiavel descreveu as relações de poder da época, e suas narrativas continuam incrivelmente atuais – especialmente quando percebemos a dinâmica de poder no Brasil.

          “Aos amigos, os favores; aos inimigos, a Lei”, uma das máximas mais famosas...

O recente casamento da realeza britânica (visto por inúmeros prismas) recebeu também uma análise com a tônica do “empoderamento” pelo viés da representatividade. Mas é preciso reforçar que essa “representatividade” se dá especificamente numa superestrutura – e estamos falando duma superestrutura decididamente liberal, ocidental e branca. A suposta importância do casamento em questão está no fato de que a monarquia, aqui, é a britânica (a mais poderosa do mundo em termos geopolíticos). 
 
A espos...

É bem verdade que o Brasil é, de fato, liderança continental em vários quesitos. Mas a falta de um reconhecimento formal dessa liderança e da prospecção de dimensões melhores para o país e de uma política regional mais convincente são coisas que colocam em dúvida a capacidade organizacional brasileira para o continente. O Brasil precisa firmar uma ideologia e uma doutrina geopolítica que seja suficiente e atraente não apenas para si mesmo, mas também para os pares da Latinoamérica.

Há um imenso...

O pensador peruano Aníbal Quijano é provavelmente um dos maiores críticos latinoamericanos do imperialismo e do colonialismo. O conceito de Colonialidade de Poder, que inclui a Colonialidade do Saber (ou Colonialidade do Pensamento) é um trabalho essencialmente quijanista. Suas análises têm influenciado grandemente os campos de estudo sobre o colonialismo e o de-colonialismo e a teoria crítica.

Entretanto, visto de um modo puramente econômico, como vê a maioria da Esquerda, a dinâmica de imperial...

De acordo com os apontamentos feitos pelo filósofo Alexandr Dugin, a Segunda Teoria Política (o Comunismo) fez uma substituição de seu sujeito histórico: da classe para o indivíduo. Nesse sentido, o Comunismo tomou a atomização social e o cerne individualista como seus principais instrumentos políticos – as questões de classe tornaram-se essencialmente secundárias. A retórica personalista tomou o protagonismo na semântica da Esquerda como um todo (todos os tipos de revolução - exceto a social e...